Ratos reconhecem expressões faciais 

Ratos reconhecem expressões faciais – Os ratos, bem como os seres humanos, sabem utilizar expressões de dor quando algo os está ferindo. Suas expressões, de acordo com um grupo de cientistas, podem dizer ou dar uma ideia do tamanho da dor que os camundongos estão sentindo.

Ratos reconhecem expressões faciais 

Os pesquisadores dizem que ainda que isso indique que os ratos são capazes de expressar emoções, restam dúvidas sobre a possibilidade das “caretas” acontecerem apenas por alguma reação fisiológica. Agora, entretanto, um novo estudo finalmente iluminou um pouco mais as ideias dos cientistas.

Sugerindo que os ratos são capazes de dizer se um companheiro está sentindo dor e que ele pode usar essa informação para reagir seu comportamento e evitar situações perigosas. Darwin afirmou que os animais não-humanos eram capazes de expressar emoções tanto com o rosto como com o corpo.

Essa afirmação segue valendo, mas não são apenas nossos parentes próximos que são capazes de expressar estados emocionais; roedores também podem apresentar expressões faciais de vários estados emocionais, como dor ou prazer.

Para saber mais sobre o assunto, cientistas da NTT Communication Science Laboratories desenvolveram um estudo que teve como objetivo descobrir se os ratos podiam discernir entre diferentes expressões e reagir a elas. Primeiramente, os cientistas fotografaram ratos com uma expressão neutra, ou com expressão de dor.

que foi induzida por um pequeno choque no pé. Quando os ratos estão com dor, eles apertam os olhos e dobra os ouvidos. Eles, então, mexeram em algumas fotos, borrando os rostos, corpos ou ambos. Embora isso possa parecer artificial, usando fotos em vez de animais reais.

Os pesquisadores eliminaram outras pistas possíveis, como vocalizações ou cheiros. Os ratos foram então colocados em caixas de compartimentos em que uma zona central era conectada a outras duas áreas – uma contendo imagens de ratos com dor, e outra com imagens que indicam expressões neutras.

Os cientistas permitiram que os ratos explorassem a área, e mediram a quantidade de tempo gasto em cada área. Não foi novidade quando descobriram que os ratos passavam muito mais tempo na área de exibição de expressões faciais neutras, e evitaram a caixa contendo imagens de expressões de dor.

Curiosamente, eles também descobriram que os ratos só foram capazes de reconhecer expressões dolorosas quando tanto o rosto como o corpo eram visíveis, não evitando as áreas em que as imagens de dor estavam desfocadas. Isso indica que o corpo também transmite informações importantes sobre o estado emocional do animal.

Bem como em seres humanos. Estes resultados sugerem não só que os roedores são capazes de reconhecer expressões de dor em membros da mesma espécie, mas eles podem tratá-las como sinais de alerta para ajustar seu comportamento e, assim, evitar situações potencialmente perigosas.

Os cientistas, portanto, concluem que as expressões emocionais em ratos são mais do que reações sem sentido, e, em vez disso, provavelmente têm uma função comunicativa. As expressões faciais de ratos podem ser usadas para avaliar a quantidade de dor que sentem.

Descobertas desse tipo ajudam pesquisadores de animais, como veterinários, a detectar desconforto físico em animais de mais confiável. Para identificar as caretas que indicam a dor, o cientista Jeffrey Mogil da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, e sua equipe filmaram ratos sem dor durante 30 minutos.

Em seguida, gravaram mais 30 minutos após aplicar no abdômem dos animais uma injeção que continha uma fraca solução de vinagre com o objetivo de causar dores de baixa intensidade. A partir do filme, o grupo elaborou uma “escala da dor” com base nas mudanças faciais.

Em algumas delas, os olhos apareciam ora apertados ora esbugalhados. Mogil diz que as expressões faciais podem desempenhar um papel importante na comunicação do rato, talvez ajudando a alertar os animais iguais e próximos a ele sobre perigos.

Estudos anteriores demonstraram que os ratos percebem quando o outro tem dor e, no caso de ratos do sexo feminino, em particular, tendem a ficar perto dos que sofrem. A dor leve, como a produzida por um clipe preso na cauda por alguns segundos, ou a dor crônica, como uma lesão no nervo provocada cirurgicamente.

Não provocaram caretas. O pesquisador conta que os ratos podem ter evoluído o suficiente para esconder essa dor de modo que eles não sejam identificados como fracos pelos predadores ou rivais.

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